Papel de parede: uma super escolha! | Arq. Natália Luz

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Depois de alguns anos um pouco esquecido, o papel de parede voltou com tudo, repaginado, trazendo design contemporâneo, incorporando novas tecnologias. Um jeito fácil de deixar os ambientes cheios de personalidade. Na hora de escolher o papel, é importante ter claro o conceito do espaço: que sensações nós queremos transmitir? Algumas dicas podem ajudar:

Para ambientes pequenos, a ideia é dar amplitude, então podemos utilizar papéis com estampas menores e repetidas, trazendo ritmo à decoração.

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Para ambientes mais espaçosos, desenhos maiores são super bem vindos, como os florais delicados, ou os arabescos. Na hora de escolher as cores, as neutras são fáceis de compor. Um ambiente com base neutra permite a substituição das cores nos acessórios, mudando a cara do espaço com facilidade.

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Papéis mais coloridos e chamativos podem ser usados de forma pontual, destacando uma parede menor, em um local de passagem ou combinados com um móvel especial.

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As estampas e padrões provocam sensações em quem está no ambiente, e a dica é tirar partido destes efeitos: estampas verticais simulam um pé-direito maior, enquanto as horizontais dão amplitude ao local.

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As geométricas também tem efeito lindo, moderno, surpreendente!

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Este padrão em rosa trouxe cor ao dormitório, combinado com acessórios. Faz parte da Coleção Grafismo, da Bobinex, assinada por Marcelo Rosenbaum. Para valorizar o revestimento, a dica é aplicar em apenas uma parede do ambiente. As demais podem ser pintadas em uma cor neutra ou de tom semelhante a uma das cores da estampa.

coleção grafismo, linha azulejo, bobinex

A vantagem do papel é que é um processo mais rápido e mais limpo do que a pintura. A recomendação é de que seja aplicado de preferência por um profissional especializado, pois a qualidade e a experiência do colocador são fundamentais para um bom resultado final. O papel é colado direto na parede com uma cola especial à base de água, e para isso a parede deve estar seca, lisa, e sem rachaduras ou sujeiras. Umidade também não combina com o material, eles costumam manchar e descolar.

O papel de parede é comprado em rolos, com metragem que pode variar, e é facilmente encontrado em lojas de revestimentos. A quantidade a ser comprada é calculada de acordo com a área da parede, mas o ideal é comprar ao menos um rolo a mais, para evitar imprevistos. O custo varia bastante, de acordo com a sofisticação da estampa, e há modelos nacionais e importados.

A limpeza pode ser feita com espanador. Ele é indicado para áreas secas, onde não teremos respingos de água. Para áreas molhadas, existe a opção do papel vinílico, que tem um acabamento como se fosse plastificado, e pode receber um pano úmido na manutenção. Este é um modelo vinílico muito suave, da Toca Decorações, valorizado com a iluminação bem pensada.

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Motivos alegres ou de humor também são ótimas opções. Estes tem uma pegada divertida: mais fashion para aplicação no closet, ou croquis, que podem ilustrar um home office bacana.

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Aplicações em mobiliário também são interessantes e podem dar um excelente resultado dependendo da proposta. Aqui o papel ilustra uma cabeceira para a cama box, e reveste a gaveta do criado mudo, criando um link entre os dois elementos.

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Uma dica que vale sempre: apesar de estarmos constantemente ligados nas tendências, escolher estampas e cores que gostamos, que tem a ver com a gente, é sempre uma decisão acertada!

Pesquisa de imagens: Bobinex, Wall Paper, Eijffinger, Ferm Living Shop, Tok&Stok, Toca Decorações.

Por Arquiteta Natália Luz – CAU/RS 104.011-1

Formada em Arquitetura e Urbanismo, e mestre em Design Estratégico pela Unisinos, com pesquisa em design para experiência e lighting design. Atua como arquiteta em projetos residenciais, comerciais, de interiores e luminotécnico, e como professora na Fil – Arquitetura, Design & Educação.

E-mail: natalialuz.arq@gmail.com

Telefone: (51) 9683.9199